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domingo, 12 de abril de 2015

O MEU SENHOR LEMBROU DE MIM


1 Samuel 1:1-20

1.Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu.
2.E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina. E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.
3.Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao Senhor dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.
4.E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas.
5.Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse cerrado a madre.
6.E a sua rival excessivamente a provocava, para a irritar; porque o Senhor lhe tinha cerrado a madre.
7.E assim fazia ele de ano em ano. Sempre que Ana subia à casa do Senhor, a outra a irritava; por isso chorava, e não comia.
8.Então Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos?
9.Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor.
10.Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente.
11.E fez um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao Senhor o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.
12.E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o Senhor, Eli observou a sua boca.
13.Porquanto Ana no seu coração falava; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada.
14.E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho.
15.Porém Ana respondeu: Não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o SENHOR.
16.Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora.
17.Então respondeu Eli: Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.
18.E disse ela: Ache a tua serva graça aos teus olhos. Assim a mulher foi o seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste.
19. E levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o Senhor, e voltaram, e chegaram à sua casa, em Ramá, e Elcana conheceu a Ana sua mulher, e o Senhor se lembrou dela.
20.E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e deu à luz um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao Senhor.



CONTEXTO

Ana era uma mulher abençoada, mencionada no livro de I Samuel como a mãe do profeta Samuel.

Segundo o relato bíblico, Elcana, levita da montanha de Efraim, pai de Samuel, tinha duas esposas: Ana e Penina. Enquanto Penina tinha filhos, Ana era estéril .

Penina provocava Ana, humilhando-a por causa da esterilidade. Na cultura oriental, esterilidade era uma calamidade, a felicidade era comparada ao número de filhos. Para Israel, não ter filhos era sinal de maldição da parte do Senhor. Para complementar a situação extrema, uma mulher estéril não possuía herança, pois a herança era do filho varão.

A regra fundamental é que só os filhos homens têm direito à herança. Entre eles, o mais velho (primogênito) tem uma posição privilegiada  e recebe uma dupla parte dos bens paternos (Dt 21.17).

A anual subida ao templo do Senhor para adorar, ocasião em que a lei ordenava júbilo e alegria, era o momento em que Penina mostrava-se especialmente provocativa em suas críticas.  Ana sentia-se profundamente amargurada após ter sido provocada por Penina e, quando entrou no templo, começou a orar intensamente e chorava. Não dizia nenhuma palavra, mas comunicava-se com Deus através de seu coração, tendo feito uma promessa em que, caso tivesse um filho varão, este se tornaria um nazireu e iria servir desde criança à religião dedicando-se ao sacerdócio.



O SENHOR SE LEMBROU DE ANA


A subida ao templo era a ocasião da oração. Na época da lei, o Senhor "habitava" no templo, e o povo subia ali a sacrificar e adorar.

O sacerdócio era exercido no templo, o sacrifício, idem. O perdão dos pecados, a reconciliação e as ofertas de cheiro suave. Era o local da adoração. Por isso, ali, aos pés do Senhor, Ana fez sua oração.

Fosse no período da graça, não haveria necessidade de esperar. Hoje, nós somos o templo do Espírito Santo, e entramos em Sua digna presença pelo sangue de Jesus. Não há mais a necessidade do sacerdote para proceder ao sacrifício e intermediar o perdão e a comunhão. Ir ao templo hoje é ir a Jesus, o autor e consumador da nossa fé.

Ana, incompreendida. Elcana a amava, tentava consolá-la, mas um homem não pode conhecer o sofrimento de uma mulher desesperada. Penina excessivamente a provocava, e quem tinha de entende-la, o sumo-sacerdote, achou que ela estava embriagada.

Nenhum desses motivos a fez desistir. Ela confiava no Senhor, e perante Ele derramou a sua alma.

Estava como que embriagada, mas não de vinho ou bebida forte, estava era cheia do Espírito de Deus. Ali derramou a sua alma. Um sacerdote em dificuldade espiritual não poderia entender mesmo......

Deus atendeu ao pedido de Ana e, assim que ela e seu marido retornaram para a residência da família nas montanhas de Efraim, Ana engravidou e teve um filho - Samuel. A Palavra diz que o Senhor se LEMBROU de Ana.

Ela clamou intensamente por um filho. É o choro da estéril, da deserdada, da amaldiçoada. Mas o Senhor se lembrou dela.

"O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz" (Isaias 9.2).


"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz"(Isaías 9.6).



Samuel é o filho, é tipo do Senhor Jesus, o filho pelo qual a humanidade cansada e oprimida, debaixo do jugo duro e do fardo pesado da escravidão do pecado e da morte, chora.

Mas assim como o Senhor lembrou de Ana, Ele se lembrou de nós. Ele se lembrou de Israel no cativeiro e desceu para livrar o seu povo da escravidão. Ele também viu a aflição da humanidade inteira, e desceu em forma humana, na doce figura do carpinteiro de Nazaré, para livra o seu povo do cativeiro e prover tão grande salvação.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que enviou o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

Ah!, o meu Senhor lembrou de mim!

As provocações do acusador ficaram perdidas no passado, suas acusações idem. O Senhor se lembrou de nós, viu as nossas lágrimas, o nosso choro, e nos deu seu único Filho. Isso é amor, amor incondicional.

Samuel não é tipo da igreja, Ana é. A mulher desprezada que recebeu porção excelente, medida recalcada e transbordante, em clara alusão ao derramar do Espírito Santo, uma porção profética dada por Elcana, da tribo de Levi, e agora pelo noivo eterno, Jesus, o filho de Davi, Senhor e Salvador, que batiza com o Espírito Santo.

A obra de Deus é essa, que creiais no Seu Filho:

"Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?
Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.
Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu?
Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.
Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede" (João 6:28-35).


A obra de Deus é o próprio Senhor Jesus. Quando a igreja realiza a obra de Deus, sendo ela o corpo de Cristo, é ela a obra de Deus porque Jesus está refletido nela, somente por isso. Não ame, pois, a igreja, ame ao Senhor Jesus, o autor e consumador da nossa fé. Não pense que por estar em determinada igreja a bênção virá, a bênção não vem da igreja, ela vem do trono de Deus. A salvação, a unção, as bênçãos, os dons, as vitórias, tudo vem somente do trono de Deus. Claro, uma congregação em que o Espírito de Deus tem liberdade plena para operar...........Ele vai operar mais.

Vai revelar o caminho em que devemos andar se estivermos dispostos a seguir. Ele é o Senhor.

Se os líderes da igreja, porque o corpo gera seus líderes através do Espírito de Deus, forem fiéis para afirmar que não tem nada que não vem do Senhor, que a igreja não é uma denominação, mas a congregação universal que é o corpo de Cristo, se forem fiéis para ensinar a verdade pura para que as ovelhas não errem o caminho, então todos transbordarão das águas da salvação.



CONCLUSÕES

Ana volta ao templo para entregar Samuel ao sacerdócio, conforme a promessa que fizera ao Senhor.

Deve ter sido difícil, mas o Senhor a honrou sobremaneira, agraciando-a com outros filhos. O mais importante foi que a bênção veio do Senhor. Por isso o cântico de Ana.

Se ela não fosse estéril, se ela não tivesse passado tão grande luta, talvez hoje não fosse lembrada. Mas a mulher que, contra todas as possibilidades, pôs sua confiança no Senhor, é lembrada pelo cântico de vitória, tão lindo, tão magistral, que sabemos ser impossível um cântico tão lindo sem a intervenção do Espírito de Deus. O Senhor deu a vitória e pôs um cântico novo em seus lábios.

Ana mora no coração de Deus. Ali é seu lugar. Séculos depois o Senhor se lembrou dela, dando a Ana, a profetiza, o direito de anunciar a vinda ao mundo do Salvador. Foi ela que muito provavelmente ergueu em seus braços, em êxtase, o menino Jesus.

Ali no templo, o eterno Samuel foi apresentado por Ana para ser o nosso eterno sumo-sacerdote, da linhagem de Melquisedeque.

Pense nisso, centenas de anos depois o Senhor se lembrou de Ana, Ele ainda se lembra dela. Jesus também se lembrou de Naamã, o Siro, na sinagoga da Galiléia. Também se lembrou de Eliseu, da viúva de Sarepta, de Noé e de tantos outros. Deus não esquece jamais, pode esquecer o pecado, mas não esquece os seus.

Jamais esquecerá aqueles que tanto amou, aqueles por quem Jesus pagou tão alto preço. Saiu muito caro, mas o preço foi pago para que hoje você também possa cantar o hino da vitória, o mesmo cântico de Ana. Leia o cântico, decore-o, é uma bênção!

Você que entregou o coração a Jesus, Deus se lembra de você, nunca mais te esquecerá.

Ele se lembrará de você quando estiver orando, quando clamar por perdão, por comunhão, quando elevar os seus olhos para os montes pedindo socorro, ali estará o Senhor. 

E você também, com ousadia, entrará no templo para adorar o Senhor com a sua própria vida. Ali você se entregará para estar todos os dias com Ele, para fazer a obra de Deus como Samuel, aliás, como Jesus, pois temos de ser imitadores dEle.

E, então, mais uma vez, a vitória virá. Ele é o Senhor.





sábado, 4 de abril de 2015

VINDE A MIM


"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve." Mateus 11:28-30



INTRODUÇÃO

Talvez seja um paradoxo o jugo suave e o fardo leve diante das aflições desse mundo.

É comum alguém dizer que está passando por lutas, às vezes grandes aflições, mesmo estando na presença do Senhor.

Às vezes nos sentimos cansados e sobrecarregados, necessitando de alívio. Às vezes o jugo parece duro demais, e o fardo, pesado.

Então, como conciliar isso que às vezes passamos com o fato de estarmos na presença do Senhor?




CANSADOS E SOBRECARREGADOS

Ocorre que cansados e sobrecarregados são termos escolhidos pelo Senhor para definir a situação do povo, sob o jugo romano, sob o jugo religioso de uma casta sacerdotal preocupada consigo mesmo, em manter um status quo consistente em riqueza e poder secular.

Cansados e sobrecarregados definia a situação de um povo, que eram como ovelhas sem pastor, estavam sendo pastoreadas por quem não tinha nenhum compromisso com elas, condutores cegos. Não havia esperança porque não havia uma direção a tomar, alguém que pudesse dizer qual o caminho para a tão sonhada terra prometida, um caminho de volta às bênçãos alcançadas pelos pais.

O compromisso dos líderes religiosos e políticos era apenas um projeto para esta vida. Um projeto deles, em que o povo estava incluído apenas como mão de obra para a obtenção da mais valia, das riquezas que o trabalho produz e que são apropriadas pelos príncipes. O povo estava sem rumo.

Almas cansadas e sobrecarregadas, famintas de consolo, sedentas de algo que havia sido prometido: a terra que mana leite e mel. Promessas que ficaram distantes, no tempo dos heróis da fé. A grandeza de Salomão parecia muito distante, Jeová não falava mais pelos seus profetas. O jugo era duro e o fardo pesado porque não havia esperança, não havia mais a presença do Senhor. Os que se levantavam contra a situação eram mortos, as rebeliões eram inúmeras, todas violentamente reprimidas pelo poder secular com o aval dos príncipes religiosos.



UM MESSIAS

Como quando estavam no Egito, escravos, então clamavam por um libertador. Alguém que os livrasse do jugo romano. Mas a libertação do jugo romano não era o alvo. O que o povo queria era um retorno à comunhão plena com Jeová, um retorno às grandes experiências que um dia seus antepassados tiveram.

O clamor do povo era por um Messias que restauraria tudo, Ele era a esperança de Israel.

Muitos começaram a identificar em Jesus esse Messias. Aquele que restauraria todas as coisas.

A entrada triunfal em Jerusalém mostra isso. Hosanas ao Filho de Davi, ou seja, louvem ao Senhor, Filho de Davi. Ao mesmo tempo em que o povo dava glórias a Jesus, o chamava de Senhor e Filho de Davi através dessas palavras.

Por isso os escribas e fariseus pediram a Jesus que fizesse o povo parar, porque aquilo seria blasfêmia imperdoável se dita a respeito de um homem, e não a respeito do Senhor.

A resposta foi: Se pararem, as pedras clamarão!

O jugo insuportável e o fardo pesado vivem os que estão debaixo do pecado, rumando para a morte sem esperanças.

Quem tem Jesus tem o caminho, tem a verdade, tem a vida. Passou da morte para vida, foi liberto do pecado. Esse não está debaixo do jugo desse mundo e tampouco o fardo é pesado.

O fardo insuportável e o jugo pesado na escravidão do Egito eram bem diferentes de quaisquer lutas passadas no deserto, em direção à terra prometida. Passaram por lutas no deserto, mas enfrentar lutas na presença do Senhor, com o consolo do Senhor, é muito diferente do jugo da escravidão.

Jesus nos aliviou o fardo do pecado, do jugo de faraó, mas jamais disse que não teríamos lutas. Disse que no mundo teríamos aflições, mas também disse que as venceríamos. Tende bom ânimo, Eu venci o mundo! As lutas com o Senhor, as aflições com o Senhor, são sempre passageiras, pois a vitória sempre virá!
Mas a grande lição é que a opção por Jesus é diferente de tudo. Não estamos optando pelas bênçãos, estamos fazendo uma opção pelo Deus vivo. Foi o que disseram Sadraque, Mesaque e Abdnego. O Senhor nos livrará, e se não livrar morreremos por Ele, mas não O não deixaremos!

Essa é a opção que agrada ao Senhor. Não vamos deixá-lO se as bênçãos não vierem, pois a  grande bênção é ter o Senhor como nosso Deus, nosso Salvador.




CONCLUSÃO

Os discípulos de Jesus fizeram uma clara opção por Ele. Ele era a resposta a todas as perguntas, a todos os anseios. Ele era a esperança de vida eterna, Ele dava sentido de viver.

Incontáveis vezes as bênçãos vieram através das mãos do Mestre. Bênçãos na forma de curas, maravilhas, libertações, prosperidade, dons, poder para testemunhar, salvação, batismo com o Espírito Santo.

Inegavelmente, o jugo agora era leve, o fardo era suave. As bênçãos estavam de volta. Agora, era possível viver plenamente as promessas. Jeová não estava escondido, Ele estava próximo, era possível ter comunhão com Ele. Jesus era a porta para um encontro com Deus, Ele era o Deus vivo, encarnado. PERTO ESTÁ O SENHOR!

Podiam dizer junto com o profeta Jeremias: O Senhor é a minha porção!

Podiam dizer como Habacuque: Pode faltar tudo, menos a presença do Senhor!

Podiam dizer que Deus estava novamente no meio de ISRAEL.

Essa talvez seja  a grande lição de uma igreja que compreendeu a grande bênção derramada com o advento do Messias. A grande bênção era o autor da bênção, o autor da fé, o autor dos incontáveis milagres e maravilhas, o AUTOR DA SALVAÇÃO.

Diferente da situação da religiosidade farisaica, da roupagem de uma tradição que havia perdido a comunhão com o Senhor por causa das liturgias, o Salvador chama para um relacionamento pessoas.

VINDE A MIM! O MEU FARDO É LEVE, O MEU JUGO É SUAVE!

É um chamado pessoal, sem intermediários, sem líderes, sem príncipes ou líderes, que podem se corromper, sem a necessidade de qualquer intermediação. Jesus chama para um relacionamento pessoal com Ele. Só Ele é o mestre, ninguém mais. Ele não autorizou qualquer intermediação.

E aquele que tem um relacionamento pessoal com o Deus vivo, tem tudo. Essa é a grande bênção, ter o manancial de águas vivas, ter o Senhor. As bênçãos virão, e se não vierem, não tem problema, nós temos o Senhor, temos salvação, temos vida eterna. Temos a melhor parte, que nunca será tirada.

O que queremos nós? As bênçãos ou o seu Autor?

Os que não tem raiz em si mesmo, terreno pedregoso, afastar-se-ão diante das lutas. Mas nós faremos menção do nome do Senhor. A resposta é que, inegavelmente, queremos todas as bênçãos. Queremos sim as curas, os milagres, os atos poderosos do Senhor.

Mas, se elas tardarem a vir, nem por isso desanimaremos, pois a maior bênção nós já possuímos: Jesus, o nosso Salvador, Rei e Senhor!

E ainda que os dias sejam maus, a presença do Senhor é suficiente. Sua graça nos basta!

Respondendo à pergunta feita no início, o jugo suave e o fardo leve é ser filho(a) do Deus vivo, abraçar ao Pai como o filho pródigo da parábola, estar de volta à casa do Pai, isto é, à Sua presença. Se temos o Senhor, nada mais importa porque temos o Senhor. Bom é sentir a presença dEle, ter comunhão, sentir a alegria do Espírito Santo.  

O jugo insuportável e o fardo pesado vivem os que estão sem o Senhor, e portanto sem esperança, sem vida, sem direção, sem perspectiva senão aflição e morte. Jugo suave  e fardo leve são para os salvos, e mesmo que pareça, por um momento, dura e pesada a situação, na verdade não é o que acontece. 

Paulo e Silas compreendiam bem isso, senão seria simplesmente impossível louvar ao Senhor após terem sido espancados e estarem presos. Firme nas promessas do Senhor. Cem vezes mais aqui e no porvir a eternidade. Glória a Jeová! Aleluia!

Ter Jesus é tudo, a maior das bênçãos, e ninguém pode tirar.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CORPO DE CRISTO

 “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” (1 Coríntios 11.27-31)



INTRODUÇÃO


Escolhi o texto da santa ceia como texto base para falar sobre o corpo de Cristo. No texto acima não há nenhuma definição do que seria o corpo de Cristo. Absolutamente, não!

Vemos aqui uma aplicação do ensino referente ao corpo de Cristo. Para participar da ceia é necessário discernir o corpo de Cristo.

Sabemos que se trata de uma alegorese bíblica autorizada pelas próprias escrituras. Uma metáfora, utilizada principalmente por Paulo, mas também nos evangelhos, para comparar a igreja ao corpo e Cristo ao cabeça.s

Talvez o mais importante ensino proveniente da alegoria seja a unidade. O corpo é uma unidade na diversidade. Romanos 12:4-8; 1 Coríntios 10:17; 12:12-31; Efésios 2:16; 4:4; Colossenses 3:15 e outras passagens ensinam-nos que o corpo tem tem diferentes partes, mas todas são de suma importância. Inclusive Deus, o Senhor, escolheu honrar os mais membros mais fracos com os melhores dons, pois os mais nobres não precisariam mais de honra.

Outro ensino é a dependência entre as partes. Os crentes dependem uns dos outros, pois os membros de um corpo são interdependentes. Romanos 12:4-8; 1 Coríntios 12:12-31; Efésios 4:11-16; Colossenses 2:19 explicitam a interdependência. Sendo assim, os crentes em Jesus devem possuir uma consciência dessa interdependência, isto é, devem discernir o corpo de Cristo. 

Se uma parte do corpo adoecer, o corpo está doente. Assim, se todas as partes estão saudáveis, então o corpo está saudável. Devemos, pois, ter consciência dessa interdependência, de que somos um só corpo e estamos ligados pelo mesmo Espírito.

Interessante notar que a metáfora nunca é perfeita. Por exemplo, há passagens que retratam Jesus Cristo como o cabeça, mas há passagens que falam dos olhos, ouvidos e a própria cabeça como parte do corpo, como membro e não a cabeça como Jesus. Assim,  há passagens que usam a figura do corpo, mas que não retratam Cristo como a cabeça do corpo, como por exemplo 1 Coríntios 12, em que a cabeça é claramente uma das partes do corpo que representa a igreja.



IGREJA CORPO DE CRISTO


Assim, a conclusão que chegamos é que a igreja é o corpo de Cristo. Mas que igreja? 

A resposta é a igreja como o corpo místico do Senhor, que reúne todos os salvos em Cristo Jesus. Não é, pois, uma denominação. 

Ocorre que uma pequena congregação, quando se reúne, o corpo de Cristo está presente. Paulo afirma que todos tem dons e funções, que todos são úteis. Que maravilha! Todos podem ser usados.

Fala isso aos coríntios, que perfaziam uma igreja que tinha todos os dons, que tinha inclusive mestres e doutores.

Mas a questão é que se todos os salvos em Cristo Jesus fazem parte do corpo de Cristo, então esse corpo não pode ser apenas os salvos que congregam em determinada denominação, seja essa denominação a Maranata, a Batista, a Presbiteriana ou outra qualquer igreja evangélica. Denominação nada tem a ver com corpo de Cristo.

E quanto aos ministérios? Utilizar a referência ao cabeça, Jesus Cristo, para impor uma autoridade pastoral sobre o rebanho é muito arriscado. Isso porque quem assim faz atrai para si uma enorme responsabilidade, a responsabilidade de atribuir a si mesmo o poder-dever de receber as orientações do Senhor e repassá-las ao rebanho. Ora, essas orientações vem do corpo, não necessariamente do pastor, muito embora esse deva ser dotado de sabedoria para apascentar e bem discernir.

Ora, Deus não precisa de intermediários, afinal, ele nos constituiu reino sacerdotal, cada um podendo chegar ao trono de Deus com ousadia. Assim, a figura do pastor como autoridade para o rebanho não pode ir além do apascentar, e apascentar, para o Senhor Jesus, é o mesmo que ama-Lo. Assim, cabe ao pastor, com amor, de posse do que o Senhor revelou ao corpo, e usando a Palavra como a bússola, a lâmpada e luz para o caminho, a autoridade máxima, orientar as ovelhas acerca do caminho que devem seguir, dos possíveis erros e das necessidades de correção. Pastores não criam ovelhas dependentes de si, eles devem ensinar as ovelhas a ser extremamente dependentes só do sublime pastor, JESUS. E, se possível, ensiná-las dando o exemplo, pois o que não pratica a Palavra edificou a casa sobre areia, e não sobre a rocha, que é o Senhor Jesus. 

Quem não pratica descumpriu um dos dois mandamentos basilares deixados pelo Senhor na nova aliança: Amar o próximo como a si mesmo, ou "Não faça aos outros o que não quereis que vos façam", que é corolário deste mandamento basilar.

Por exemplo, um pastor poderia orientar uma ovelha que quer subir ao monte para orar. Deveria dizer para não aceitar dom espiritual de qualquer jeito, de pessoas desconhecidas, mas esperar uma confirmação. Poderia dizer que monte é lugar de oração e não de receber profecias, lugar de buscar ao Senhor par obter respostas, vitórias e, por certo, dons.

Mas simplesmente dizer qual monte se deve subir tão somente porque lugares públicos servos de outras denominações também vão é antibíblico. Note que não se fala em proibição, mas em subir o monte supostamente certo, acompanhado das pessoas certas. Ora, o Senhor Jesus ia ao monte orar só muitas vezes....

Montes marcaram grandes operações e respostas do Senhor ao longo da Bíblia.



DISCERNINDO O CORPO DE CRISTO.


Nesse post, gostaria de deixar o estudo inacabado, para que todos opinem e se chegue a um consenso. 

Para mim, ser digno não é só o "tornar-se digno" através do sangue do Cordeiro que, claro, nos confere a purificação dos pecados.

A dignidade aqui e, portanto, a indignidade, que é o oposto, relaciona-se à comunhão com os santos. Relaciona-se mais aos frutos do Espírito em oposição às obras da carne. Lógico que o arrependimento e o perdão necessariamente precedem a comunhão quando se fizerem necessários, nenhuma dúvida quanto a isso.

Se somos indignos e praticamos aquilo que não agrada ao Senhor, o pecado mesmo, não temos direito à ceia. Mais, se não discernirmos o corpo de Cristo, somos indignos também.

A ceia é o cálice da bênção. Se tomamos o cálice da bênção indignamente, então estamos debaixo de juízo, de maldição, e não de bênção. Por isso é de suma importância discernir o corpo de Cristo.

Portanto, faz-se mister discernir bem o corpo de Cristo. Esse discernimento deve estar em sintonia com a Palavra de Deus. Ora, somos todos gerados na nova aliança, e, dentro dessa aliança, somos filhos de Deus. Todos os que estão na aliança tem o compromisso de amar e respeitar os da nova aliança, tem o compromisso de identificá-los, respeitá-los e amá-los como irmãos.

Portanto, se você discerne mal o corpo de Cristo, não deveria ceiar. Se trata o seu irmão, não importando a denominação, de forma indigna ou desonrosa, como um ser inferior por não participar de sua amada denominação, você não deveria cear.

Isto posto, se você acha que somente os crentes da igreja cristã maranata fazem parte do corpo de Cristo, então está discernindo mal o corpo de Cristo, não deveria cear. Mas se você ama ao seu irmão, então você não só pode como deve.

Esse erro fatal, não discernir o corpo de Cristo, tem consequências graves: doentes, dormentes e fracos. Essa é a razão prática porque há ministérios enfraquecidos, sem graça ou em ruínas, pois um pastor não tem o direito de discernir mal o corpo de Cristo e ao mesmo tempo ministrar a ceia do Senhor. Também é motivo para o pecado entrar na igreja.

Portanto, se necessário mude o seu conceito de obra. Não digo que todos, em razão do ensino errado, ainda adotam esse conceito antibíblico, mas se necessário mude o seu conceito de obra. Pois obra é o que Deus faz, o que fazemos para o Senhor, mas nunca particular denominação ou congregação. Nesse aspecto, quando você for orar pela obra, ore por todos aqueles que estão realizando a obra, independente da denominação. Se falar de obra, faça referindo-se à obra que o Senhor realiza onde há uma congregação, onde a Palavra estiver sendo anunciada com sinceridade e verdade, não importando a denominação.

E por que isso é tão importante? Sim por que é importante discernir o corpo adequadamente, não confundir denominação com igreja, não atribuir a determinada denominação ou congregação a condição de a única obra do Senhor?

Porque não é possível crescer espiritualmente sem esse entendimento, é bíblico! Um entendimento distorcido e antibíblico do corpo de Cristo traz consequências graves e ruins, é a Palavra de Deus que afirma.

Por certo, o entendimento correto aproxima-nos do Senhor, das bênçãos do Senhor, do crescimento espiritual, de dons espirituais melhores e de um caminho mais excelente. É evidente

O Espírito sopra onde quer!

A Paz do Senhor!