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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CORPO DE CRISTO

 “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” (1 Coríntios 11.27-31)



INTRODUÇÃO


Escolhi o texto da santa ceia como texto base para falar sobre o corpo de Cristo. No texto acima não há nenhuma definição do que seria o corpo de Cristo. Absolutamente, não!

Vemos aqui uma aplicação do ensino referente ao corpo de Cristo. Para participar da ceia é necessário discernir o corpo de Cristo.

Sabemos que se trata de uma alegorese bíblica autorizada pelas próprias escrituras. Uma metáfora, utilizada principalmente por Paulo, mas também nos evangelhos, para comparar a igreja ao corpo e Cristo ao cabeça.s

Talvez o mais importante ensino proveniente da alegoria seja a unidade. O corpo é uma unidade na diversidade. Romanos 12:4-8; 1 Coríntios 10:17; 12:12-31; Efésios 2:16; 4:4; Colossenses 3:15 e outras passagens ensinam-nos que o corpo tem tem diferentes partes, mas todas são de suma importância. Inclusive Deus, o Senhor, escolheu honrar os mais membros mais fracos com os melhores dons, pois os mais nobres não precisariam mais de honra.

Outro ensino é a dependência entre as partes. Os crentes dependem uns dos outros, pois os membros de um corpo são interdependentes. Romanos 12:4-8; 1 Coríntios 12:12-31; Efésios 4:11-16; Colossenses 2:19 explicitam a interdependência. Sendo assim, os crentes em Jesus devem possuir uma consciência dessa interdependência, isto é, devem discernir o corpo de Cristo. 

Se uma parte do corpo adoecer, o corpo está doente. Assim, se todas as partes estão saudáveis, então o corpo está saudável. Devemos, pois, ter consciência dessa interdependência, de que somos um só corpo e estamos ligados pelo mesmo Espírito.

Interessante notar que a metáfora nunca é perfeita. Por exemplo, há passagens que retratam Jesus Cristo como o cabeça, mas há passagens que falam dos olhos, ouvidos e a própria cabeça como parte do corpo, como membro e não a cabeça como Jesus. Assim,  há passagens que usam a figura do corpo, mas que não retratam Cristo como a cabeça do corpo, como por exemplo 1 Coríntios 12, em que a cabeça é claramente uma das partes do corpo que representa a igreja.



IGREJA CORPO DE CRISTO


Assim, a conclusão que chegamos é que a igreja é o corpo de Cristo. Mas que igreja? 

A resposta é a igreja como o corpo místico do Senhor, que reúne todos os salvos em Cristo Jesus. Não é, pois, uma denominação. 

Ocorre que uma pequena congregação, quando se reúne, o corpo de Cristo está presente. Paulo afirma que todos tem dons e funções, que todos são úteis. Que maravilha! Todos podem ser usados.

Fala isso aos coríntios, que perfaziam uma igreja que tinha todos os dons, que tinha inclusive mestres e doutores.

Mas a questão é que se todos os salvos em Cristo Jesus fazem parte do corpo de Cristo, então esse corpo não pode ser apenas os salvos que congregam em determinada denominação, seja essa denominação a Maranata, a Batista, a Presbiteriana ou outra qualquer igreja evangélica. Denominação nada tem a ver com corpo de Cristo.

E quanto aos ministérios? Utilizar a referência ao cabeça, Jesus Cristo, para impor uma autoridade pastoral sobre o rebanho é muito arriscado. Isso porque quem assim faz atrai para si uma enorme responsabilidade, a responsabilidade de atribuir a si mesmo o poder-dever de receber as orientações do Senhor e repassá-las ao rebanho. Ora, essas orientações vem do corpo, não necessariamente do pastor, muito embora esse deva ser dotado de sabedoria para apascentar e bem discernir.

Ora, Deus não precisa de intermediários, afinal, ele nos constituiu reino sacerdotal, cada um podendo chegar ao trono de Deus com ousadia. Assim, a figura do pastor como autoridade para o rebanho não pode ir além do apascentar, e apascentar, para o Senhor Jesus, é o mesmo que ama-Lo. Assim, cabe ao pastor, com amor, de posse do que o Senhor revelou ao corpo, e usando a Palavra como a bússola, a lâmpada e luz para o caminho, a autoridade máxima, orientar as ovelhas acerca do caminho que devem seguir, dos possíveis erros e das necessidades de correção. Pastores não criam ovelhas dependentes de si, eles devem ensinar as ovelhas a ser extremamente dependentes só do sublime pastor, JESUS. E, se possível, ensiná-las dando o exemplo, pois o que não pratica a Palavra edificou a casa sobre areia, e não sobre a rocha, que é o Senhor Jesus. 

Quem não pratica descumpriu um dos dois mandamentos basilares deixados pelo Senhor na nova aliança: Amar o próximo como a si mesmo, ou "Não faça aos outros o que não quereis que vos façam", que é corolário deste mandamento basilar.

Por exemplo, um pastor poderia orientar uma ovelha que quer subir ao monte para orar. Deveria dizer para não aceitar dom espiritual de qualquer jeito, de pessoas desconhecidas, mas esperar uma confirmação. Poderia dizer que monte é lugar de oração e não de receber profecias, lugar de buscar ao Senhor par obter respostas, vitórias e, por certo, dons.

Mas simplesmente dizer qual monte se deve subir tão somente porque lugares públicos servos de outras denominações também vão é antibíblico. Note que não se fala em proibição, mas em subir o monte supostamente certo, acompanhado das pessoas certas. Ora, o Senhor Jesus ia ao monte orar só muitas vezes....

Montes marcaram grandes operações e respostas do Senhor ao longo da Bíblia.



DISCERNINDO O CORPO DE CRISTO.


Nesse post, gostaria de deixar o estudo inacabado, para que todos opinem e se chegue a um consenso. 

Para mim, ser digno não é só o "tornar-se digno" através do sangue do Cordeiro que, claro, nos confere a purificação dos pecados.

A dignidade aqui e, portanto, a indignidade, que é o oposto, relaciona-se à comunhão com os santos. Relaciona-se mais aos frutos do Espírito em oposição às obras da carne. Lógico que o arrependimento e o perdão necessariamente precedem a comunhão quando se fizerem necessários, nenhuma dúvida quanto a isso.

Se somos indignos e praticamos aquilo que não agrada ao Senhor, o pecado mesmo, não temos direito à ceia. Mais, se não discernirmos o corpo de Cristo, somos indignos também.

A ceia é o cálice da bênção. Se tomamos o cálice da bênção indignamente, então estamos debaixo de juízo, de maldição, e não de bênção. Por isso é de suma importância discernir o corpo de Cristo.

Portanto, faz-se mister discernir bem o corpo de Cristo. Esse discernimento deve estar em sintonia com a Palavra de Deus. Ora, somos todos gerados na nova aliança, e, dentro dessa aliança, somos filhos de Deus. Todos os que estão na aliança tem o compromisso de amar e respeitar os da nova aliança, tem o compromisso de identificá-los, respeitá-los e amá-los como irmãos.

Portanto, se você discerne mal o corpo de Cristo, não deveria ceiar. Se trata o seu irmão, não importando a denominação, de forma indigna ou desonrosa, como um ser inferior por não participar de sua amada denominação, você não deveria cear.

Isto posto, se você acha que somente os crentes da igreja cristã maranata fazem parte do corpo de Cristo, então está discernindo mal o corpo de Cristo, não deveria cear. Mas se você ama ao seu irmão, então você não só pode como deve.

Esse erro fatal, não discernir o corpo de Cristo, tem consequências graves: doentes, dormentes e fracos. Essa é a razão prática porque há ministérios enfraquecidos, sem graça ou em ruínas, pois um pastor não tem o direito de discernir mal o corpo de Cristo e ao mesmo tempo ministrar a ceia do Senhor. Também é motivo para o pecado entrar na igreja.

Portanto, se necessário mude o seu conceito de obra. Não digo que todos, em razão do ensino errado, ainda adotam esse conceito antibíblico, mas se necessário mude o seu conceito de obra. Pois obra é o que Deus faz, o que fazemos para o Senhor, mas nunca particular denominação ou congregação. Nesse aspecto, quando você for orar pela obra, ore por todos aqueles que estão realizando a obra, independente da denominação. Se falar de obra, faça referindo-se à obra que o Senhor realiza onde há uma congregação, onde a Palavra estiver sendo anunciada com sinceridade e verdade, não importando a denominação.

E por que isso é tão importante? Sim por que é importante discernir o corpo adequadamente, não confundir denominação com igreja, não atribuir a determinada denominação ou congregação a condição de a única obra do Senhor?

Porque não é possível crescer espiritualmente sem esse entendimento, é bíblico! Um entendimento distorcido e antibíblico do corpo de Cristo traz consequências graves e ruins, é a Palavra de Deus que afirma.

Por certo, o entendimento correto aproxima-nos do Senhor, das bênçãos do Senhor, do crescimento espiritual, de dons espirituais melhores e de um caminho mais excelente. É evidente

O Espírito sopra onde quer!

A Paz do Senhor!

domingo, 25 de janeiro de 2015

SEU ROSTO COMO O SOL NA SUA FORÇA

Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.
Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.
E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro.
E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo;
E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.
E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.
E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último;
E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.

Apocalipse 1:8-18




INTRODUÇÃO


Jesus veio para o que seus, mas os seus não o receberam.

Achavam que o Messias viria libertar do jugo opressor romano. Afinal, era o libertador, o filho de Davi, o profeta semelhante a Moisés.

Ora, Moisés não foi dado como libertador? Era razoável, então, que esperassem um Messias que os livrassem do jugo romano e estabelecesse novamente o trono de Davi.

Contavam com isso, torciam por isso. Os próprios discípulos, por ocasião da morte vicária do Senhor, nutriam essas esperanças.

Mesmo apesar do Senhor ter-lhes dito que convinha que o Filho do homem padecesse.

Os discípulos no caminho de Emaús estavam desolados com o fim daquele que viera remir, isto é, libertar Israel.



JESUS, O PROFETA DA GALILÉIA


Ocorre que algo novo estava acontecendo. Algo inesperado que passou despercebido à vista da maioria.

João Batista. Filho de sacerdote, levita, profeta, enviado por Jeová na missão de preparar o caminho do Senhor.

E o que ele fez? Um dos seus primeiros atos foi ir para o deserto. Ali, instruía, pregava o batismo do arrependimento e pregava uma transformação de vida.

Isto é, não mandava ninguém ao templo para se arrepender, confessar pecados e sacrificar. O culto mosaico estava mudando. O sacerdócio havia mudado de lugar, não era mais o templo judaico, muito embora o período era de transição entre duas grandes dispensações: o ministério da lei e o da graça.

Quando João é morto, simbolicamente o tempo de Israel como instrumento de salvação e aproximação do homem de Deus estava no fim.

O caminho do Senhor estava preparado. Jesus homem era o o templo do Espírito, era o culto, era o sacrifício, era a graça de Deus manifesta aos homens, com sinais e uma palavra que denotava uma completa mudança do rito mosaico.

O Profeta da Galileia era o Deus vivo encarnado. Não veio ao mundo executar a pequena e temporária missão de destruir o jugo romano. Ele veio libertar os cativos das garras do príncipe deste mundo. Veios nos tirar das trevas e em Colossenses 1:13 está escrito:

"Ele (o Pai) nos tirou da potestade (império) das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor"

Veio como homem, participante da carne e do sangue, em semelhança do pecado, e é o nosso sumo-sacerdote.

Não veio destruir o jugo romano e fundar um reinado transitório. Veio confirmar as promessas feitas a Davi. Veio estabelecer um reino eterno. Para isso, precisava morrer por nós. Ora, se o salário do pecado é a morte, alguém tinha que morrer.

O Salmo 49.8 informa que a redenção da alma é caríssima, nada pode pagá-la. Nenhum tesouro material pode pagar o preço. A alma é eterna, portanto, o Eterno veio em carne pagar o preço pela nossa eterna redenção. Um sacrifício aceitável, aleluia!



O REI DA GLÓRIA


Com a ressurreição, a obra da redenção restou acabada. O Salvador agora está à destra do Pai, ele é o Rei da Glória, cuja entrada nos portais eternos foi celebrada pelos anjos por toda a eternidade (Salmo 24.7).

Primeiro ele veio como servo, como homem, para na carne destruir o pecado, a morte e o império das trevas.

Agora ele se apresenta a João como o Deus vivo.

Ele é o Senhor.

A simbologia relacionada aos aspectos do Rei Jesus é bem conhecida. O que mais me impressiona é o rosto, como o sol na sua força. 

O rosto reflete a personalidade, o caráter pessoal. Que maravilha, Jesus é o sol da justiça. 

Veja a bênção sacerdotal:

"Yahweh, o Eterno, te abençoe e te guarde. Faça o SENHOR resplandecer o seu rosto sobre ti e te agracie. Que o Eterno revele a ti a sua face de amor e te conceda a paz!" (Num. 6. 24-26).


Que o rosto dEle resplandeça sobre nós! É o desejo do Pai.

É Ele quem batiza com o Espírito Santo. Você quer? O sol na sua força é inigualável, irresistível, infindo. Sua luz traz a vida, traz o calor, traz a força da vida.

"Não olheis para o eu ser morena, porque o sol resplandeceu sobre mim" (cantares 1.6);

É Ele quem batiza com o Espírito Santo, que faz o sol resplandecer sobre a noiva. Glória a Deus! No séc. II, um dos maiores rabinos, Akida bem Joseph, disse: “No mundo inteiro, não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel". Com certeza, esse livro fala de forma figurada do amor do Cordeiro pela sua noiva, a igreja, e é Ele quem faz sobre ela descer o Espírito Santo. 

João não poderia ter escolhido melhor comparação: A luz descortina as trevas. Sonda-me oh Senhor! Purifica-me com hissopo, lava-me totalmente, dá-me a alegria da tua salvação e o teu Santo Espírito. Os seus olhos tudo veem, mas não para julgar, mas para curar, perdoar e salvar. Foi por isso que Ele veio. Para tomar sobre si o nosso jugo e nos dar o seu, leve e suave.

Lá da glória, o Rei da Glória está fazendo o seu rosto resplandecer sobre nós. Ele é Deus!!!

Primeiro Ele veio nos livrar da escravidão não do jugo romano, mas do império das trevas. Israel não entendeu.

Agora Ele virá como o Rei da Glória, como a Palavra de Deus, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. As suas vestes estão salpicadas de sangue, e na sua coxa está escrito:

"Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça.
E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo.
E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de DEUS.
E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro.
E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do DEUS todo-poderoso.
E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES" (Apocalipse 19.11-16).

Agora Ele vem fazer o que Israel queria, vem estabelecer o reino eterno. Agora Ele pode fazer isso, porque já libertou o seu povo da escravidão, do império das trevas. Agora vem guerrear e destruir as tropas de satanás e prende-lo por mil anos. Antes não, de que adiantaria libertar fisicamente um povo escravo da morte? Mas agora somos filhos da luz, e Ele vem estabelecer definitivamente um reino que não terá jamais fim.

Que Ele faça, para sempre e eternamente, o seu rosto resplandecer sobre você, amado. Que te dê a paz que o mundo não conhece, que te alimente e te guarde.

O Senhor é!!! Aleluia (Louvai a Yahweh)!!!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

LAODICÉIA, A IGREJA MORNA


I - ESTUDO BÍBLICO PARA JOVENS E OBREIROS – 12-abr-14
ASSUNTO: LAODICÉIA, A IGREJA MORNA.
TEXTO FUNDAMENTAL: APOCALIPSE 3:14-22
 
ENCONTRAMOS NA CARTA DE LAODICÉIA ALGUNS CONSELHOS DO SENHOR RELACIONADOS A NECESSIDADES ESPECÍFICAS DA IGREJA.
 
IDENTIFICAR E COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DAQUILO QUE O SENHOR JESUS VIU NA IGREJA DE LAODICEIA E QUE O LEVOU A DAR OS CONSELHOS DESCRITOS NO VERSO 18.
 
- OURO PROVADO NO FOGO
- VESTES BRANCAS
- UNGIR OS OLHOS COM COLÍRIO
 
(Os textos usados neste estudo foram extraídos da Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida, versão 1995)
 
 
OBSERVAÇÃO: os jovens e obreiros podem ser divididos em três diferentes grupos para que cada um comente sobre um item da atividade. Os textos em itálico são transcrições literais dos estudos recebidos dos grupos de jovens e obreiros.
 
INTRODUÇÃO
O título glorioso do Senhor Jesus na carta à igreja de Laodicéia é “O Amém”, porque está endereçando a carta à igreja que vive os momentos do tempo do fim. Uma igreja que, nos tempos do fim iria se caracterizar pela mistura do quente com o frio tornando-se uma igreja morna no sentido espiritual.
Na igreja antecedente, Filadélfia, abre-se a porta que ninguém pode fechar, do derramamento do Espirito Santo sobre a igreja, aquecendo-a com o calor do fogo para a hora da noite em que essa igreja viveria nos últimos tempos.
Antes de ela dizer quem ela é, o Senhor conhece as obras dessa igreja que mistura o quente com o frio e se torna morna espiritualmente, correndo o risco de ser expulsa do “corpo”, através do vômito. Ela é a mesma que fecha a porta e deixa o Senhor do lado de fora batendo, pois ela expulsou o Senhor do seu interior, dizendo não tendo falta de nada, inclusive dEle, visto que ninguém lá dentro ouve mais a voz do Senhor.
 
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IDENTIFICAR E COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DAQUILO QUE O SENHOR JESUS VIU NA IGREJA DE LAODICEIA E QUE O LEVOU A DAR OS CONSELHOS DESCRITOS NO VERSO 18:
- OURO PROVADO NO FOGO
 
 “ ...Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta...”. – Apocalipse 3:17a
“aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças,...”. – Apocalipse 3:18a
 
COMENTÁRIO
Na cidade de Laodicéia se produzia muita lã e se fabricava tecido de lã escura e até unguento para os olhos. Era uma cidade rica e próspera. A expressão dela é de uma somatória de riquezas que lhe são sempre acrescidas a ponto de essa igreja chegar a uma autossuficiência que inclui até mesmo não precisar mais do Senhor. Sua riqueza é do ouro impuro, ou seja, não é provado no fogo.
 
SENTIDO PROFÉTICO:
A riqueza que consiste em valores materiais e culturais leva a igreja a sentir-se tão capaz de se sustentar sozinha, que não precisa mais de Jesus. Tem cultura bíblica e por isso não precisa de revelação. Tem mega-cultos, mega-templos, e não precisa mais do “templo do Espirito Santo”. A verdadeira riqueza da igreja quem dá é o Senhor, pois o ouro provado no fogo só Jesus pode dar: é o Batismo com o Espirito Santo, aquilo que confere ao crente o poder de Deus na sua vida. Esse poder não é misturado, mas é puro como o ouro provado no fogo. Não é no fogo da carne, da cultura, da animação, mas do Espirito Santo. Comprar do Senhor é porque só o Senhor Jesus é quem batiza com o Espirito Santo e o poder resultante disso é somente dele, não está misturado com o poder do homem ou da sua cultura, sua capacidade ou seu carisma.
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IDENTIFICAR E COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DAQUILO QUE O SENHOR JESUS VIU NA IGREJA DE LAODICEIA E QUE O LEVOU A DAR OS CONSELHOS DESCRITOS NO VERSO 18:
- VESTES BRANCAS
 
 “ ... és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu,...”. – Apocalipse 3:17b
“aconselho-te que de mim compres... vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez;...”. – Apocalipse 3:18b
 
COMENTÁRIO
Jesus viu uma igreja que não tem mais a graça dos apóstolos, que vive de mendicância espiritual, vive da pobreza da letra, da cegueira da falta de profecia e da nudez da ausência de testemunho de salvação que é a santificação. A cidade de Laodicéia, na época da visão de João, produzia tecidos de lã preta que eram vendidos e comercializados internamente e também em várias cidades próximas.
 
SENTIDO PROFÉTICO: – O conselho que o Senhor dá a uma igreja assim, é que ela compre dEle, a veste que somente ele dá, pois é o Seu sangue que purifica as nossas vestes. Comprar de Jesus a veste branca não é pagar o preço, mas é a troca de valores que o crente faz, quando ele descobre em Jesus o valor de uma salvação para vida eterna. Comprar de Jesus as vestes brancas é sair do estado vergonhoso da nudez espiritual de uma igreja que se veste somente de aparência. A vestimenta dessa igreja é de completa nudez espiritual, suas vestes estão escurecidas ou manchadas pela sua falta de testemunho de uma salvação com transformação de vida.
 
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IDENTIFICAR E COMENTAR O SENTIDO PROFÉTICO DAQUILO QUE O SENHOR JESUS VIU NA IGREJA DE LAODICEIA E QUE O LEVOU A DAR OS CONSELHOS DESCRITOS NO VERSO 18:
- UNGIR OS OLHOS COM COLÍRIO
 
 “Como dizes:,... e não sabes que és...cego...”. – Apocalipse 3:17c
“aconselho-te que... unjas os olhos com colírio, para que vejas”. – Apocalipse 3:18c
 
COMENTÁRIO
A cidade de Laodicéia era famosa pela fabricação de um colírio medicinal muito eficiente e conhecido naquela época. Jesus usa de forma muito sábia essa ilustração mostrando à igreja daquela cidade e da época atual que ela precisa sair do seu estado de cegueira espiritual, porém o colírio que ele indica é vindo dos céus, e somente o Seu Espírito pode nos conceder para que tenhamos a nossa visão restaurada e voltemos o nosso foco para o alto.
Jesus viu uma igreja que diz ser uma coisa e é outra. No seu ponto de vista ela diz ser o que é, mas no ponto de vista do Senhor o que ela diz, ela fala sem o conhecimento da verdade. Ela “não sabe” o que verdadeiramente é. O estado de mornidão: as águas saiam quentes das nascentes, mas quando as águas chegavam à cidade já estavam mornas.
 
SENTIDO PROFÉTICO:
Ungir os olhos com colírio é o conselho do Senhor para uma igreja que precisa ver, ou seja, enxergar nesta hora de trevas do mundo. O Batismo com o Espirito Santo é exatamente para que a igreja possa enxergar o caminho na hora de trevas. Ter discernimento da hora profética que está vivendo. Ter sua candeia acesa para entrar nas bodas do noivo. Batismo com o Espirito Santo é para discernir, enxergar e não errar o caminho.
Cego. A cegueira de uma igreja é determinada pela ação dela de misturar o frio com o quente. O quente veio do Senhor, mas a mistura com o frio foi ela quem fez. O mornismo espiritual é um estado de acomodação na vida do crente que quer conviver com a benção, mas não quer deixar aquilo que desagrada ao Senhor. O fim disso é um expurgo natural feito pelo Espirito Santo, num processo de rejeição do “corpo” – o vômito.
Não saber é: perder o discernimento, ainda que o Senhor já lhe tivesse dito no verso 15 que “conhece” as suas obras. Uma igreja cega, num lugar em que se fabricava unguento para os olhos. Não sabia discernir entre o quente e o frio, por isso a mistura dos dois estados a tornou morna.
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II - COMENTÁRIOS - CVPFB
 
O sentido profético significa a repercussão da profecia ou do ensino bíblico para os nossos dias (o tempo da igreja) e para o porvir, pode ser adicionado de alegorese. Exemplo claro é a comparação do colírio, unguento para facilitar a visão física, com o colírio que melhora a visão espiritual, pois a igreja estava cega espiritualmente.
 
Também pode significar, no dicionário da ICM, o sentido espiritual, oculto, tão caro aos pregadores da igreja de Alexandria, ou mesmo uma alegorese não autorizada pelas escrituras.
 
Exemplo de alegoria autorizada pelas escrituras é o colírio para fazer enxergar melhor, em uma metáfora para a necessidade de enxergar melhor  espiritualmente. Igualmente, a riqueza material em comparação com a riqueza (ou miséria) espiritual é uma alegorese autorizada.
  
Exemplo de alegoria não autorizada é a mornidão como o procedimento de adicionar o frio ao quente. A Palavra não afirma que a igreja está morna porque misturou o frio com o quente. A igreja está morna simplesmente porque ela esfriou, nada mais. Vamos ao sentido oculto do oculto, nós não esfriamos porque alguns estão frequentando outras denominações. Não foram outras denominações que causou o nosso esfriamento. Nós esfriamos porque nós escolhemos esfriar, escolhemos cercear o Espírito, e não adianta por a culpa na mescla. Identificar a doença, dar um bom diagnóstico, é o princípio da cura. Foi isso que Natã fez com Davi.
 
Três pontos são essenciais e serão abordados:
 
1) ouro provado no fogo, para que enriqueças: São as riquezas que vem do Senhor, quem as quiser terá de passar com elas pelo fogo do Espírito, pois Ele prova a intenção dos corações. Só vai entregar essas riqueza ao coração contrito e arrependido, ao coração humilde e perdoador, ao coração que ama, que dá frutos dignos de arrependimento. As riquezas vem da busca, como Jacó no vau de Jaboque, mas vem principalmente do coração disposto a andar com Deus, como fez Enoque. Morta é a fé sem obras, perde as riquezas quem as conquistou se elas não forem colocadas a serviço do Rei. Comprar é buscar, não adianta ficar deitado em berço esplêndido, há uma necessidade de busca de comunhão, de oração, de querer a bênção e usa-la. Bênção não é para ser só admirada, é para ser utilizada, para gerar frutos. Fazemos assim com nossos filhos, damos aquilo que eles são capazes de fazer bom uso, damos aquilo que eles compreendem e tem discernimento para valorizar e usar corretamente. É o ouro provado no fogo que nos leva aos mistérios profundos do Senhor.
 
A comparação com mega-cultos, com animação, com o fogo da carne é imprópria e deve ser repelida. Visa atingir o avivamento espiritual, os supostos excessos. A falta de discernimento e de visão está na própria palavra do preletor que não percebe que de fato existe um poder que desce com o fogo do Espírito, um poder que fez os sacerdotes não pararem em pé quando o templo do Senhor foi consagrado por Salomão, um poder que fez Saul quando saiu a perseguir Davi ser tomado pelo Espírito de Deus uma noite inteira, e não pôde dar conta de si. Um poder que fez o paralítico entrar saltando no templo com Pedro e João, um poder que fez com que a multidão que afluiu ao Pentecoste achasse que os discípulos cambaleantes e falando noutras línguas estavam embriagados.
 
Excessos existem claro, sempre existirão, assim como também há falsa profecia, falso discernimento e falsa visão espiritual. Mas quem transforma os excessos em regra é que está precisando de comprar ouro provado no fogo e colírio para os olhos.
 
2) Vestes Brancas - O sentido único é santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor. A santificação é diferente da dádiva pura. Ela requer participação nossa. A participação é muito mais intenção do que ação, pois sem Ele nada podemos fazer. Abraão foi considerado amigo de Deus, o maior exemplo de fé do AT. A fé era tão grande que não hesitou em sacrificar o próprio filho. Mas a fé é uma dádiva de Deus. Santificação é fruto, e gerar fruto é dar lugar ao Espírito pois é Ele quem em nós gera os seus frutos (o fruto é gerado no lar, na igreja, no trabalho, na rua, onde quer que estejamos, são os frutos do Espírito, e eles devem nos seguir). Aquele que sonda os corações nos fortalece e nos capacita para deixarmos o pecado para trás. Para mim, a melhor identificação do caminho da santificação é observar e ser sensível ao Espírito. Se o Espírito se alegrar com nossas ações, estamos no caminho certo, se algo o incomodar e, ato contínuo, Ele nos incomodar, significa que uma correção de rumo deve ser praticada. Se não houver correção de rumo pode ser que Ele nos corrija, ou simplesmente se afaste de nós.  
 
3) Colírio para os olhos - Não há cegueira maior do que aquele que acha que vê, estando cego. Isso é comum no sentido espiritual.
 
A cegueira espiritual invariavelmente tem como ingrediente a soberba e a vaidade. Uma pitada de superioridade, algumas gotas de ironia, um pouco de agua contaminada pela heresia, fermento, e, sobretudo, um afastamento gradual do poder de Deus. Sem o poder de Deus, sem a unção, vem o esfriamento e, como esfriamento, a cegueira espiritual.
 
No último estágio de cegueira espiritual, confunde-se riqueza com pobreza, poder de Deus com palavras bonitas, experiências antigas com falta de unção e graça.  No último estágio construímos cercas para impedir a fuga de ovelhas, pois ovelha sabe discernir onde tem pastos verdejantes, onde tem aguas tranquilas, onde tem bênção, unção e poder de Deus.
 
Se o preletor da sua igreja disser que hoje, para enfermidades, basta procurar o médico, fazer uma quimio ou radioterapia, etc, é melhor tomar cuidado. Não que eu seja contra médicos, dentistas ou outros profissionais liberais, de forma alguma. Se eles estão aí, se a ciência evoluiu a esse ponto, por permissão de Deus, é porque podemos e devemos fazer uso dos avanços científicos.

Todavia, a Palavra diz que os sinais seguirão aos que crerem (creu e continua crendo), o que demonstra que milagres  e maravilhas hão de nos seguir, ou então a Bíblia está errada e Deus mudou. Se Deus não muda nunca, se a Bíblia não pode estar errada (inerrância bíblica), então um preletor não pode jamais dizer para a congregação que não devemos buscar milagres. Quem faz isso é suspeito, a unção do Espírito já está passando um tanto longe dele. Aí cabe o conselho: compre ouro provado no fogo, vestes brancas e colírio para que vejas.

A Paz do Senhor